terça-feira, 7 de julho de 2009

oito anos depois, ainda de luto


bom, estréio esse blog manifestando minha indignação com a justiça (representada aqui pela polícia civil) desse país que tarda e falha, sim senhor.

em 2001, uma garota angelicalmente chamada de aline, da cidade de manhumirim (mg), a três dias em viagem à ouro preto, foi encontrada morta, com o corpo nu e com 17 perfurações, no cemitério da cidade.

o julgamento, oito anos depois, inocentou os três acusados, que disseram não saber por que e estavam sendo acusados. o juiz alegou não ter provas de que eles tinham matado aline e por isso não houve condenação.

como explicar a uma mãe que ela não terá um sono tranqüilo por que não verá os assassinos de sua filha na cadeia?
qual motivação terá ela de continuar viva, de se curar da dor e da depressão causada pela perda de um filho de forma tão covarde?

a decisão cabe recurso, mas a promotora do caso já adiantou que o ministério público não recorrerá. disse que se não conseguiram provar nada até hoje, não o farão mais.
a promotoria assinou seu atestado de incompetência e deixa para a senhora mãe de aline o seguinte recado: desista senhora dona mãe da aline. sua filha, que não é alice, viveu no país das maravilhas. por aqui, tudo não passa de conto de fadas. ninguém viu nada, ninguém sabe de nada, ninguém matou tua filha com desessete facadas.

(já não posso mais, bem como o povo desse país, conviver com tanta estupidez.)

"luto", mesmo de "luto".

Nenhum comentário:

Postar um comentário